FODA-SE.
A humanidade, tudo o que me faz sofrer.
Foda-se a porra do meu ciúme de merda.
Eu não sou um floco de neve único e perfeito.
Um amontoado banal de carbono que pensa. Pensa que é algo pra alguém.
Mais um bordel mental de beira de estrada. Apontamentos, poltronas esburacadas e muita poeira.
sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Algumas pessoas talvez estejam destinadas a simplesmente vagar por aí, à espera de algum tipo de piedade.
Às vezes elas encontram algo que acham que seja o amor. Elas acham que seja, porque essa coisa as faz ficar enjoadas, como se um monte de insetos andassem por suas entranhas. Eles não só rastejam pelos órgãos, como vão digerindo grande parte deles.
O suor frio se torna frequente, as dores de cabeça idem. E elas notam que não conseguem pensar em outra coisa.
Mas elas caem na realidade e notam que tudo não passa de indigestão por excesso de cafeína. Ou quem sabe o eleito colateral do Clonazepam. Um pequeno espasmo esquizofrênico.
Seus órgãos cicatrizam um pouco. Dói muito, dói mesmo.
Aquela pequena sensação confudida com o amor, se transforma em raiva, em vontade de quebrar qualquer um que aparente felicidade.
O mundo deveria explodir em momentos como esse.
Às vezes elas encontram algo que acham que seja o amor. Elas acham que seja, porque essa coisa as faz ficar enjoadas, como se um monte de insetos andassem por suas entranhas. Eles não só rastejam pelos órgãos, como vão digerindo grande parte deles.
O suor frio se torna frequente, as dores de cabeça idem. E elas notam que não conseguem pensar em outra coisa.
Mas elas caem na realidade e notam que tudo não passa de indigestão por excesso de cafeína. Ou quem sabe o eleito colateral do Clonazepam. Um pequeno espasmo esquizofrênico.
Seus órgãos cicatrizam um pouco. Dói muito, dói mesmo.
Aquela pequena sensação confudida com o amor, se transforma em raiva, em vontade de quebrar qualquer um que aparente felicidade.
O mundo deveria explodir em momentos como esse.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Nada pessoal.
Tenho descoberto muitas coisas.
Como a minha paranóia em relação às pessoas é tantas vezes sem sentido e como tudo ficaria tão mais fácil se eu não pensasse tanto. Não pensar é quase afrodisíaco, sério.
O medo, que foi sempre tão cultivado por mim, sempre tão louvado. Eu fiz do medo um ídolo, e o chamei de Deus.
Parece agora tão inofensivo, quase etéreo em minha mente.
Ele existe, é claro, e vai acompanhar-me provavelmente por toda a vida. O medo é onipresente. Mas nada me impede de espantá-lo, nem que seja por cinco minutos. Criei minha própria luminosidade.
Não sou fria. Não, não venha me dizer que sou insensível.
Eu não declamo o meu amor por aí, não faço cartas intermináveis nem promessas de compahia absoluta e eterna.
Eu amo, amo muita gente, entre risadas e piadas idiotas, eu as amo.
Entre comentários inúteis, entre as futilidades, eu amo.
Eu amo mesmo que não saibam, mesmo que não pensem em amor, mesmo que não sintam nada, nada por mim e nada por si mesmas.
Eu amo mesmo que eu não fale, mesmo que eu tenha um sorriso irônico a todo instante, mesmo que eu não leve nada à sério.
Amo quem me faz compahia, quem ri comigo, quem me entende. -mesmo que ninguém de fato, entenda-
Amo quem não foge dos meus abraços e amo principalmente quem entende quando eu não quero abraçar.
Como a minha paranóia em relação às pessoas é tantas vezes sem sentido e como tudo ficaria tão mais fácil se eu não pensasse tanto. Não pensar é quase afrodisíaco, sério.
O medo, que foi sempre tão cultivado por mim, sempre tão louvado. Eu fiz do medo um ídolo, e o chamei de Deus.
Parece agora tão inofensivo, quase etéreo em minha mente.
Ele existe, é claro, e vai acompanhar-me provavelmente por toda a vida. O medo é onipresente. Mas nada me impede de espantá-lo, nem que seja por cinco minutos. Criei minha própria luminosidade.
Não sou fria. Não, não venha me dizer que sou insensível.
Eu não declamo o meu amor por aí, não faço cartas intermináveis nem promessas de compahia absoluta e eterna.
Eu amo, amo muita gente, entre risadas e piadas idiotas, eu as amo.
Entre comentários inúteis, entre as futilidades, eu amo.
Eu amo mesmo que não saibam, mesmo que não pensem em amor, mesmo que não sintam nada, nada por mim e nada por si mesmas.
Eu amo mesmo que eu não fale, mesmo que eu tenha um sorriso irônico a todo instante, mesmo que eu não leve nada à sério.
Amo quem me faz compahia, quem ri comigo, quem me entende. -mesmo que ninguém de fato, entenda-
Amo quem não foge dos meus abraços e amo principalmente quem entende quando eu não quero abraçar.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Feel no shame for what you are.
Hoje tento entender onde nós nos perdemos.
Em que ponto da história nos despimos e renegamos o que nós é de direito, o que é orgânico.
Em que ponto tivemos vergonha de tudo. De rir, de chorar, de ser.
Deixamos de ser verdadeiros. E pra que tudo soasse convincente, mentimos pra nós mesmos.
Pois antes de tudo, houve o tempo da harmonia.
As mãos dadas no banco. As madrugadas tranquilas.
Onde nada precisava ser dito pois as palavras eram livres, caminhavam à nossa volta. Agora preciso inventá-las para que você entenda. O silêncio é constrangedor. Nossos diálogos tolos. Me calo.
Calo mas não esqueço. Onde nos perdemos, amor?
Onde o meu riso passou a ser perturbador e a minha alegria sufocante?
Em que ponto da história nos despimos e renegamos o que nós é de direito, o que é orgânico.
Em que ponto tivemos vergonha de tudo. De rir, de chorar, de ser.
Deixamos de ser verdadeiros. E pra que tudo soasse convincente, mentimos pra nós mesmos.
Pois antes de tudo, houve o tempo da harmonia.
As mãos dadas no banco. As madrugadas tranquilas.
Onde nada precisava ser dito pois as palavras eram livres, caminhavam à nossa volta. Agora preciso inventá-las para que você entenda. O silêncio é constrangedor. Nossos diálogos tolos. Me calo.
Calo mas não esqueço. Onde nos perdemos, amor?
Onde o meu riso passou a ser perturbador e a minha alegria sufocante?
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