Hoje tento entender onde nós nos perdemos.
Em que ponto da história nos despimos e renegamos o que nós é de direito, o que é orgânico.
Em que ponto tivemos vergonha de tudo. De rir, de chorar, de ser.
Deixamos de ser verdadeiros. E pra que tudo soasse convincente, mentimos pra nós mesmos.
Pois antes de tudo, houve o tempo da harmonia.
As mãos dadas no banco. As madrugadas tranquilas.
Onde nada precisava ser dito pois as palavras eram livres, caminhavam à nossa volta. Agora preciso inventá-las para que você entenda. O silêncio é constrangedor. Nossos diálogos tolos. Me calo.
Calo mas não esqueço. Onde nos perdemos, amor?
Onde o meu riso passou a ser perturbador e a minha alegria sufocante?
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