segunda-feira, 23 de março de 2009

Abandonado.

Estou sem inspiração nenhuma esses dias.
Meu alter-ego bêbado e surreal está MUITO ativo essa semana. Nem me reconheço direito às vezes; parece que sair de casa e encarar a sociedade é igual ativar esse interruptor maldito no meu cérebro. Mas creio que isso seja um mecanismo de fuga da minha cabeça, ok, não importa, só espero que isso melhore com o tempo.
Só queria ficar feliz e introspectiva em outros lugares que não fossem a minha casa, mas eu mesma torno isso impossível. E eu só falo e faço merda na escola, me rabisco toda, como papel demais, pertubo muito as pessoas, tá foda a situação.

E chego em casa e durmo, durmo, durmo. E to muito hiperativa, mesmo. Aceito soluções, amicos.
Porque não aguento mais essa vida de desocupada, chata e estranha. (?)
Amanhã não tenho aula e ficarei provavelmente em casa. Queria sair e treinar meu auto controle, mas vai ser meio difícil sair e ficar sozinha rondando pela Ilha. ._.
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Como um trapezista zonzo,
Como a última centelha da fogueira,
Aprendo a encontrar o equilíbrio
Aprendo a me manter vivo, sozinho.


Aprendo a enxergar nos olhos frios de um assassino,
A mesma doçura dos olhos imaculados desta criança.
Da criança, que persiste e torna a encontrar lugar no pensamento,
Do mais vil e solitário carcereiro.

E mostra toda a verdade.

Porque a mais inútil das bactérias,
Teve a sorte de existir e rastejar.
E nada foi em vão, nada será em vão.

terça-feira, 10 de março de 2009

Por que é tão fácil se preocupar com as atividades diárias, com as coisas supérfulas, com tudo o que diz respeito aos simples momentos sociais? E ao mesmo tempo parece ser tão difícil se preocupar com o que realmente importa, socialmente e intelectualmente falando?
As pessoas parecem viver e nem ao menos notar o que elas estão fazendo.
É como se elas se olhassem no espelho e nunca se perguntassem porque têm 5 dedos em cada mão, dois buracos no nariz, essas coisas. Afinal, poderíamos ser de tantas formas diferentes.
E elas vão vivendo, e não sabem nem o que as oprime. Não fazem idéia de todos os problemas que a própria existência delas causa no planeta. Vivem. E são felizes, pelo menos parecem ser. E são, ou acham que devem ser felizes. E vivem de obrigações sociais. E parece que a vida é só um monte de obrigações sociais e rituais sociais e toda essa merda social. E toda essa merda que nós somos obrigados a engolir.
A engolir corrupção, falta de valores, a cegueira do próprio ser humano. A engolir babaquice atrás de babaquice. Falta de respeito e gritos o tempo todo.
E a engolir esta merda de discurso moralista que não vai servir pra nada.
Às armas, cidadãos.

E continuam se reproduzindo. E acham que vai ser eterno.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Blood on my neck.

Tic tac. Tic tac.
Eu vejo o pêndulo balançando-se. Este é o relógio universal.
Tac Tic. Tac Tic.
Um giro de 360° em tudo o que foi concebido e analisado.
Um pêndulo incessante, um pêndulo imaginário.

Há milênios balançando, há milênios destruindo,
Suas engrenagens o sufocando, seus pensamentos lhe traindo.

E este relógio é eterno, indestrutível, é mais real que a vida.
E o que é a vida, senão as batidas do relógio?

Doze horas já se passaram, outras doze ainda virão.
Este não é o fim do mundo, catástrofe, destruição.
É apenas mais um ciclo, arrogante e egoísta como é a própria vida humana.
Que resolveu se realizar sem pedir opinião.