Tenho descoberto muitas coisas.
Como a minha paranóia em relação às pessoas é tantas vezes sem sentido e como tudo ficaria tão mais fácil se eu não pensasse tanto. Não pensar é quase afrodisíaco, sério.
O medo, que foi sempre tão cultivado por mim, sempre tão louvado. Eu fiz do medo um ídolo, e o chamei de Deus.
Parece agora tão inofensivo, quase etéreo em minha mente.
Ele existe, é claro, e vai acompanhar-me provavelmente por toda a vida. O medo é onipresente. Mas nada me impede de espantá-lo, nem que seja por cinco minutos. Criei minha própria luminosidade.
Não sou fria. Não, não venha me dizer que sou insensível.
Eu não declamo o meu amor por aí, não faço cartas intermináveis nem promessas de compahia absoluta e eterna.
Eu amo, amo muita gente, entre risadas e piadas idiotas, eu as amo.
Entre comentários inúteis, entre as futilidades, eu amo.
Eu amo mesmo que não saibam, mesmo que não pensem em amor, mesmo que não sintam nada, nada por mim e nada por si mesmas.
Eu amo mesmo que eu não fale, mesmo que eu tenha um sorriso irônico a todo instante, mesmo que eu não leve nada à sério.
Amo quem me faz compahia, quem ri comigo, quem me entende. -mesmo que ninguém de fato, entenda-
Amo quem não foge dos meus abraços e amo principalmente quem entende quando eu não quero abraçar.
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