Estranho isso.
Passar 2 dias na compahia de velhinhos do interior e se sentir tão bem.
Eu não devo ser desse planeta mesmo.
E me senti tão mais "eu", fingi menos, chorei ao ouvir as serestas, tudo isso me fez tão bem.
É notar que mesmo fingindo uma personalidade quase todo o tempo, ainda existe a verdadeira Clara Castanheira aqui dentro.
À Cartola e Pixinguinha, meus agradecimentos.
Mais um bordel mental de beira de estrada. Apontamentos, poltronas esburacadas e muita poeira.
domingo, 26 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
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Ela se sentou no ladrilho frio do banheiro mal iluminado. A fina camisola deixava as pernas alvas, quase transparentes à mostra. Há dias não via a luz do sol, trancada em seu quarto, cheirando o mofo e a poeira acumulados pelo tempo e o desleixo.
Os braços cruzados, a cabeça baixa, a vergonha de existir. O frio gélido em seu couro cabeludo, capaz de arrepiar até mesmo seus ossos e seus pensamentos.
E as vozes inteligíveis, cada vez mais agudas dentro de sua cabeça, os sussurros maliciosos, os gritos de dor e angústia, tudo isso se misturou a uma coragem nunca antes presenciada por aquele corpo frágil.
-Não há mais nada a fazer. Sua voz, um simples sussurro de convicção.
Quase que automaticamente, seus dedos se voltaram a arma enferrujada.
Fora abandonada ali, no chão imundo, na última noite que decidira acabar com a própria vida. A arma pareceu sorrir, um sorriso de mãe, caloroso e doentio como uma manhã de verão consegue ser.
E os dedos institivos, escorregaram até o gatilho.
-E aqui, começa e acaba a história da humanidade.
E a consciência nunca mais se fez presente naquele lugar.
Os braços cruzados, a cabeça baixa, a vergonha de existir. O frio gélido em seu couro cabeludo, capaz de arrepiar até mesmo seus ossos e seus pensamentos.
E as vozes inteligíveis, cada vez mais agudas dentro de sua cabeça, os sussurros maliciosos, os gritos de dor e angústia, tudo isso se misturou a uma coragem nunca antes presenciada por aquele corpo frágil.
-Não há mais nada a fazer. Sua voz, um simples sussurro de convicção.
Quase que automaticamente, seus dedos se voltaram a arma enferrujada.
Fora abandonada ali, no chão imundo, na última noite que decidira acabar com a própria vida. A arma pareceu sorrir, um sorriso de mãe, caloroso e doentio como uma manhã de verão consegue ser.
E os dedos institivos, escorregaram até o gatilho.
-E aqui, começa e acaba a história da humanidade.
E a consciência nunca mais se fez presente naquele lugar.
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