Abre os olhos e tenta se lembrar dos sonhos. Abre os sonhos e torce para não ter tido mais uma noite de inconsciência. Abre a consciência e sente a gota morna, latente e escorrendo pelo cantinho, pelo cantinho dos olhos puxados.
Abre os olhos pra ver o céu lá fora e se perguntar qual a diferença entre a realidade e os sonhos que não teve.
Abre a vida, abre a vida pra sonhar acordada com galáxias.
Abre a gaveta, puxa o caderno e escreve. Abre a alma e cria histórias, abre a história e lhe dá vida própria. Desembaraça, desembaraça os cabelos, os olhos, a alma, a história, desembaraça a própria vida.
Fecha a porta.
E dorme.
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