A menina bonita que entra na cafeteria. O garoto de barba e óculos engraçados que te espia por entre as prateleiras de física.
Tantos “quase amantes” que passam por uma pessoa em um único dia. “Quase alma-gêmeas”.
Falta coragem. Alguns chamariam de cara-de-pau, mas é bem mais que isso.
Não é simplesmente medo da rejeição.
Pergunte, receba um não e vá embora. A vida continua.
É o medo de ver o próprio reflexo espelhado em 3 letras, não.
“Não, não estou interessado.”
“Não, sou comprometida.” E o sorrisinho amarelo habitual.
Não é ser rejeitado pela pessoa dos sonhos. É sentir-se incapaz de qualquer outra coisa.
Ver um jovem castelo de areia desmoronar pela maré invisível e impiedosa.
Não.
E erguer o rosto e dizer: “não quer me ajudar a reconstruí-lo?”
-“Garotinha ruiva, não quer ser minha namorada?”
Charlie Brown nunca aprendeu a erguer o rosto e a gritar.
Pra mim é a soma de dois medos. O primeiro - mais comum - o de ser rejeitado, mesmo. (Algumas pessoas vão além e sentem medo de serem esnobadas.) O segundo - mais cruel, acredito - o de que "as coisas não sejam como antes".
ResponderExcluirVocê fala em paixão, ouve um não, e quer que seja "como antes". Mas o que é 'como antes' depois que se fala em paixão?