terça-feira, 6 de outubro de 2009

Que seja.

Poderia divagar por tempo indeterminado, explicando-lhe tudo o que corrói meus pensamentos neste instante.
Tanto as constantes quanto as variáveis, passando por infinitos universos, escondidas por entre as camadas da teoria universal.
Dirias que meu problema é genético ou, quem sabe, a vida uterina não tenha me feito bem. Citarias Freud, Darwin, qualquer um dos antigos filósofos, mas nada disso me contentaria.
Me levarias para um passeio no parque, o ar puro amenizaria as dores, disfarçaria as marcas, mas não;
Eu estaria mentindo, se dissesse que está tudo bem.
Eu estaria fingindo, ao dizer que a dor passou.
Ao dizer que beberia desta gota de felicidade pelo resto da vida.
E se existesse uma outra vida atrás do espelho, as leis seriam diferentes, mas eu continuaria o mesmo. E os seus olhares nostálgicos me cortariam da mesma forma.

Um comentário:

  1. Vou só destacar o que mais gostei (porque gostei muito) nesse texto:
    "Tanto as constantes quanto as variáveis,";
    "é genético ou, quem sabe, a vida uterina não tenha me feito bem.";
    "o ar puro amenizaria as dores, disfarçaria as marcas, mas não"
    Gosto de vírgulas. :)
    Você falou sobre o que poderia falar e o que poderia ouvir.

    ResponderExcluir