segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Epifania.

Primeiro, já que ninguém lerá isso mesmo, tenho duas considerações a fazer.
Número um, nunca me senti tão sozinha e ao mesmo tempo tão feliz. Passo os dias em casa, despreocupadamente, tudo o que eu tenho são horas de ócio. Creio que enlouquecerei em pouco tempo, se continuar neste mundo irreal que é o meu quarto.

Número dois, ao mesmo tempo, sinto falta dos meus amigos. É uma falta quase ilusória; no fundo, sei que a preguiça é maior que a minha vontade de vê-los. Essa falta é quase mentirosa, se o contrato social não existisse, eu ficaria feliz aqui sozinha. Me peguei hoje preocupada por não estar preocupada com nada e nem ninguém. Tentei chorar e não consegui. Sorrir é uma tarefa igualmente utópica. Lavo as louças, cuido das plantas, leio e vejo filmes. É a vida perfeita, pena que durará pouco tempo. Às vezes, sinto uma frágil voz em minha mente, ela diz que sente falta de novidades, de novas pessoas e de uma vida mais atarefada. Mas sempre a ignoro. Ela não é eu.

3 comentários:

  1. ócio é ótimo, mas não em excesso...

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  2. Eu queria ver o meu ócio. Acho que ele existe e está bem perto, mas por algum motivo não o enxergo! Talvez seja muito pequeno. Invisível a olho nu. Talvez esteja muito alto. Inatingível aqui da minha vida.
    É engraçado como mesmo sem ter um lugar pra ir periodicamente (um curso, por exemplo) eu consigo encontrar o que fazer. Parece que tarefas caem no meu colo, e isso é terrível!
    O Ensino Médio é um ladrão de ócio. Experiente passar suas tardes estudando e veja só o que acontece.

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  3. Ah, mais uma coisa (eu sei que to escrevendo bem mais do que deveria!)...
    Cuide das suas amizades. Não do coleguismo, porque esse vem e vai fácil. Mas daquelas amizades raras, fortes e flexíveis que você quer que durem pra sempre ou até que a morte os separe, etc, etc...

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