Primeiro, já que ninguém lerá isso mesmo, tenho duas considerações a fazer.
Número um, nunca me senti tão sozinha e ao mesmo tempo tão feliz. Passo os dias em casa, despreocupadamente, tudo o que eu tenho são horas de ócio. Creio que enlouquecerei em pouco tempo, se continuar neste mundo irreal que é o meu quarto.
Número dois, ao mesmo tempo, sinto falta dos meus amigos. É uma falta quase ilusória; no fundo, sei que a preguiça é maior que a minha vontade de vê-los. Essa falta é quase mentirosa, se o contrato social não existisse, eu ficaria feliz aqui sozinha. Me peguei hoje preocupada por não estar preocupada com nada e nem ninguém. Tentei chorar e não consegui. Sorrir é uma tarefa igualmente utópica. Lavo as louças, cuido das plantas, leio e vejo filmes. É a vida perfeita, pena que durará pouco tempo. Às vezes, sinto uma frágil voz em minha mente, ela diz que sente falta de novidades, de novas pessoas e de uma vida mais atarefada. Mas sempre a ignoro. Ela não é eu.
ócio é ótimo, mas não em excesso...
ResponderExcluirEu queria ver o meu ócio. Acho que ele existe e está bem perto, mas por algum motivo não o enxergo! Talvez seja muito pequeno. Invisível a olho nu. Talvez esteja muito alto. Inatingível aqui da minha vida.
ResponderExcluirÉ engraçado como mesmo sem ter um lugar pra ir periodicamente (um curso, por exemplo) eu consigo encontrar o que fazer. Parece que tarefas caem no meu colo, e isso é terrível!
O Ensino Médio é um ladrão de ócio. Experiente passar suas tardes estudando e veja só o que acontece.
Ah, mais uma coisa (eu sei que to escrevendo bem mais do que deveria!)...
ResponderExcluirCuide das suas amizades. Não do coleguismo, porque esse vem e vai fácil. Mas daquelas amizades raras, fortes e flexíveis que você quer que durem pra sempre ou até que a morte os separe, etc, etc...