O cheiro de orvalho a acordou n'aquela manhã terrivelmente improvável e incomum.
A grama estava úmida e Insensatez perguntava-se como pode permanecer fora de si durante tanto tempo, em tão desagradáveis condições.
A natureza estava viva. E como tudo o que é vivo, torna-se digno de ódio e desaprovação. O farfalhar das folhas a enojava e toda aquela sensação de liberdade a invocava imagens de morte e desespero.
O Éden infernal.
Os riachos infinitos derramando mel, o céu cor-de-rosa em toda a sua magnetude e querubins em cada nuvem.
Saudades do cheiro de mofo em seu quarto, da fraca iluminação e das sombras nas paredes manchadas, saudades do que lhe era comum e confiável. Agora estava ali, em meio ao pandemônio paradisíaco.
:s Não entendi o título! O que antropofagia tem a ver com a história? Quer dizer que a Insensatez devora o ser-humano porque não gosta da natureza, da vida, da liberdade, etc?! Ou vc atribuiu um sentido diferente a palavra "antropofagia" e eu não consegui pescar?!
ResponderExcluirResponde, hein, Clara!!!!!!
OBS.: Acho que a Insensatez não gosta muito de Goiás.
Na verdade, a Antropofagia está relacionada à "mastigação" usada na formação desse textinho.
ResponderExcluirInspirada na banda Os Mutantes e em um texto de um amigo meu (:
Nossa. Nunca ia pensar nisso, cara.
ResponderExcluirAté pq carne humana não é a única coisa que se mastiga.
Ah, deixa. rsrs. Vou ler o post novo.