E quando lágrimas já não são suficientes
E o coração se acostumar com o veneno da lança que o transpassa;
Tu olharás bem fundo em orbes meus
E saberás que compartilho da mesma dor.
É que os olhos dóem na primeira vez que enxergam a luz
Como prismas acostumados com a brancura e que agora podem viver de arco-íris e som.
E minha vida sempre foi confiar na mentira para não me machucar
Acreditar na ilusão para poder sonhar.
Minha alma agora chora, e não é mais do que uma sombra do que um dia pude chamar de mim;
É perfurada, humana e crua, insolente pelas ruas, a te querer e a te chamar.
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