Sumidos os meus devaneios, meus amores e tudo o que me fez um dia, humano.
Agora eis me aqui, osso e músculo, átomos em decomposição.
Metamorfose estática, sou inorgânico, como a terra abaixo do que um dia foram meus pés.
O que diria Platão se me visse assim?
Os anos áureos eu preferi esquecer.
Doce licor da juventude, escolhi a amargura que é a sobriedade.
Sem encantos, sem prazes. Sem decepções.
Minha mãos em trapos, minha boca murcha. Meus olhos vivos, como os de quem sabe o que é viver. Se sou rei, se sou plebeu, morrerei de qualquer jeito, irmão.
Só me deixe ir em paz, passei a vida em masoquismo e autodestruição.
Me cante bem baixinho aquela canção antiga.
Será a última que ouvirei.
E te contarei dos velhos tempos, dos violões e das madrugadas no sereno.
"Só me deixe ir em paz, passei a vida em masoquismo e autodestruição."
ResponderExcluirO que posso comentar?! O.o'
Textinho feliz, não?!
xP
HASIUHSAISAU Não é autobiográfico. Eu tava pensando no que deve acontecer na mente de uma pessoa idosa à caminho da morte oO
ResponderExcluirEu acho que tem um pouco de autobiográfico porque você tentou relatar, de certa forma, VOCÊ idosa a caminho da morte o,o
ResponderExcluirIsso é o que você acha, ok. E eu não dou a mínima pro que você acha.
ResponderExcluiraposto que o glauber não escreve e por isso não entende o que quer dizer: "imaginei uma situação e escrevi. não tem nada a ver comigo, abraços". normal.
ResponderExcluirBom... Eu não disse que era sobre você, Clara. :s
ResponderExcluir=D rsrs
Achei o texto comovente.