quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Eu sou um parasita obrigatório
Olhando a felicidade alheia e sugando o quanto posso

Todos são felizes nesse instante
Meu quarto parece cada vez menor
E não existe feixe algum de luz nesse cubículo
E como um caramujo eu me escondi

E se eu tento sair
A luz lá fora me sufoca
Peço, corro, estou em prantos
Estou aqui dentro
Onde eu choro e sou eu mesmo
Onde eu não sou ninguém

Na saudade do que não vivi
Nas lembranças do que não fiz
A nostalgia inexistente coexiste com a minha mente
Cada instante parece mais intenso
E meus olhos já não se abrem mais.

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