quinta-feira, 5 de março de 2009

Blood on my neck.

Tic tac. Tic tac.
Eu vejo o pêndulo balançando-se. Este é o relógio universal.
Tac Tic. Tac Tic.
Um giro de 360° em tudo o que foi concebido e analisado.
Um pêndulo incessante, um pêndulo imaginário.

Há milênios balançando, há milênios destruindo,
Suas engrenagens o sufocando, seus pensamentos lhe traindo.

E este relógio é eterno, indestrutível, é mais real que a vida.
E o que é a vida, senão as batidas do relógio?

Doze horas já se passaram, outras doze ainda virão.
Este não é o fim do mundo, catástrofe, destruição.
É apenas mais um ciclo, arrogante e egoísta como é a própria vida humana.
Que resolveu se realizar sem pedir opinião.

5 comentários:

  1. "É apenas mais um ciclo, arrogante e egoísta como é a própria vida humana.Que resolveu se realizar sem pedir opinião." Mais verdade impossível. Adorei o poema *-* Rimas <3

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Nossa! Me deu até vontade de dizer que fiquei sem palavras, por um breve e eterno milésimo de segundo minha mente ficou completamente vazia ainda escutando e remoendo o ritmo e as rimas, mesmo eu odiando a palavra rima elas provocam um bom efeito.

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  4. Eu já nasci assim "/
    Pergunta à Meili!
    Ela vai confirmar =D~

    Bjundachau!

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